Sou o mesmo Raphaël de antes, de tantas vezes antes; nada mudou. Sou o anjo de olhos azuis e mente perturbada. O nazista, o vampiro, o perdido. Sou o mesmo abismo. E eu realmente não quero ser nada além disto. Não posso ser nada além.
Tenho ainda meus antigos traços de caráter, de pensamentos e de ideais.
Acredito que a morte me faz mal.
Acredito que não há absoluto, mesmo eu sendo extremista e o usando.
Eu acredito em muitas coisas... Como acreditei um dia em você.
Sou o mesmo homem estabanado com uma arma na mão, o mesmo que caiu com um tiro na barriga. O mesmo que chorou ao ver as irmãs mortas. E o mesmo que rosnou ao tê-las enterrado junto com os pais no jardim de sua casa.
Sou o mesmo Bebedor de Sangue que amou e deixou de amar tantas e tantas vezes. O mesmo que jamais sonhou.
Sou o mesmo homem de modos educados. E com a mesma alma perturbada. O que nunca falta palavras e o mesmo que as poupa.
Continuo sendo o mesmo Raphaël. O mesmo “Rapha” e o mesmo... Sim, o mesmo. E nada além.
domingo, 15 de junho de 2008
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