domingo, 15 de junho de 2008

Sou o mesmo Raphaël de antes, de tantas vezes antes; nada mudou. Sou o anjo de olhos azuis e mente perturbada. O nazista, o vampiro, o perdido. Sou o mesmo abismo. E eu realmente não quero ser nada além disto. Não posso ser nada além.

Tenho ainda meus antigos traços de caráter, de pensamentos e de ideais.

Acredito que a morte me faz mal.

Acredito que não há absoluto, mesmo eu sendo extremista e o usando.

Eu acredito em muitas coisas... Como acreditei um dia em você.

Sou o mesmo homem estabanado com uma arma na mão, o mesmo que caiu com um tiro na barriga. O mesmo que chorou ao ver as irmãs mortas. E o mesmo que rosnou ao tê-las enterrado junto com os pais no jardim de sua casa.

Sou o mesmo Bebedor de Sangue que amou e deixou de amar tantas e tantas vezes. O mesmo que jamais sonhou.

Sou o mesmo homem de modos educados. E com a mesma alma perturbada. O que nunca falta palavras e o mesmo que as poupa.

Continuo sendo o mesmo Raphaël. O mesmo “Rapha” e o mesmo... Sim, o mesmo. E nada além.

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